Movimento Maputo Skate fundado em 2006 pelo skatista Francisco Luís Vinho e só em 30 de Outubrode 2025 é que conseguio oficializar com o nome de FUNDAÇÃO MAPUTO SKATE E EDUCAÇÃO. A ideia inicial foi de ser uma marca que opera na comunidade skatista desde a produção de videos, organizar torneios, ter produtos como camisetes, chapéus, sapatilhas e fazer viagens pelo mundo através do skate, viver a verdadeira vida do skate (skate life).

Na tentativa de ganhar um reconhecimento por parte governo para conseguir espaço e apoios para construção de pista de skate, Francisco procurou registar como Associação Maputo Skate e nunca foi possível devido alguns aspectos burocráticos em um momento que o que interessava era andar de skate e os jovens não queriam assumir responsabilidades.

Anos foram passando e o skate tornou-se em uma modalidade olímpica e surge a necessidade de ter uma Associação de Skate da Cidade de Maputo. E isso traz choque ao nome Maputo Skate pois pensam tratar-se de mesma coisa enquanto não. Dai Francisco aos poucos trouxe, já em 2018 o conceito Skate e Educação associado a Maputo Skate para mais tarde 2022 criar Associação Skate e Educação que seria no âmbito desportivo-social, mais uma vez não se conseguio registar por problemas burocráticos, mais uma vez tempo e dinheiro perdidos.

Mesmo assim Francisco nunca desistiu e nunca parou de trabalhar por falta de um registo oficial.

2025 foi o ano que Francisco decide por uma Fundação envez de Associação e desta vez deu certo mas os custos financeiros para o registo foram muito altos, mas a causa é que importava. Oficializou-se a FUNDAÇÂO MAPUTO SKATE E EDUCAÇÃO, que actua no âmbito social e desportivo. A Fundação opera com cinco pilares:
1. Educação 2. Skateboarding 3. Creatividade 4. Tecnologia 5. Empoderamento.

Como tudo começou?

Francisco Luís Vinho nascido aos 07.08.1980, conhecido por Tchinho, skatista que teve o seu primeiro contato com o skate em 1993 no Bairro da Malhangalene onde nasceu. Era normal naquela altura as crianças se emprestarem brinquedos, bicicletas e foi assim que ele aprendeu a andar de skate com um skate emprestado. Em 1999 decide levar o skate como seu estilo de vida e fez várias pesquisas nas bibliotecas, revistas importadas da Africa do Sul (Blunt Magazine foi a que se destacou) e Internet onde se apercebeu do preconceito que o skatista passava.

No ano seguinte 2000 e influenciado pelo o video jogo Tony Hawk Pro Skater da PlayStation decide comprar o seu primeiro skate já usado de um amigo, o Amir Omar, e decide iniciar com as primeiras manobras, o ollie. Na foto abaixo os dois irmão do Francisco nomeadamente Costatino e Elísio.

Um aprendizado individual através do que via no jogo, videos, dica nas revistas , pesquisas na Internet e troca de experiência com os amigos.

Nessa altura o Francisco estava entrando na Universidade Eduardo Mondlane na Faculdade de Informática, e dois cenários aconteciam: ” quando eu estava com o meu sakate nas ruas a sociedade me via como um marginal, drogado, ladrão e no contrário, quando eu estava com a minha pasta indo ou voltando dos estudos ou faculdade me viam como um jovem com bom futuro…afirma Francisco”. Esse preconceito mudou o rumo de toda a história da vida do Francisco, este passou a ser activista social para devender o preconceito com o skatista e lutar para uma aceitação da modalidade no seu país. 2003 Francisco ficou um período sem o skate pois este havia se danificado e foi ai que se apercebeu que o skate era sua vida e na altura não haviam lojas e nem pistas de skate, situação muito caótica e Francisco começa a elaborar planos para mudar o cenário.

Ficom uns meses sem skate ai que um amigo viajou para Suiça o Adão Baptista este trouxe um skate profissional para o Francisco. Depois de uns dois anos o skate danificou-se pois este era partilhado com outros amigos. Nessa altura o seu irmão mais velho o Elísio Luís Vinho já mostrava interesse em andar de skate, Francisco o ensinou. Lembra Vinho que teve que colar cartazes na cidade a busca de outros skatistas como forma de formar a comunidade e juntos desenvolverem, até que funcionou. Surge um cenário em meados de 2005 onde Francisco teve que viajar para Africa De Sul só para ir comprar duas tábuas de skate e lixas e voltar no mesmo dia porque não tinha condiçoes de ficar. Sendo a sua primeira viagem para aquela cidade.

2006 Francisco Funda a Maputo Skate como uma plataforma web desenvolvida por ele mesmo, de divugação do skate, dicas de manobras, locais para a prática do skate, fórum para comunicação pois era muito complicado combinar com um amigo onde poderiam andar de skate juntos vistos que os celulares estavam muito caros e a opção do dinheiro era para skate. Já houve um cenário segundo Francisco que foi andar no famoso skate spot, Teracinho e o amigo apelidado Ildo Skate foi a Igreja Catedral outro skate spot. Fartos de andarem sozinho usando caminhos diferentes o Francisco decide ir a Catedral para andar com o amigo chegado lá é informado que o amigo saiu foi ao Mirador a sua procura. Francisco vai ao Miradouro chegado lá dizem o Ildo saiu a pouco tempo foi ao Terracinho a sua procura.

Finais de 2004 já cansado de ficar muito tempo sem skate quando este se quebrava, aguardar por alguém que esteja de viagem para trazer consigo o skate. Francisco decide começar a empreender para melhorar a condição caótica que o skate seencontrava. Francisco decide abrir uma oficina de reparação de computadores que até dias de hoje esta a operar CONNECTIX. 2005 traça um Projeto de 10 anos influenciado pelo o que ouviu do Sandro Dias uma VHS Documentário Do Bobi Burquist ambos brasileiros. Sandro Dias afirmou em uma das passagens que teve que se afastar um tempo do skate para poder se organizar melhor para mais tarde poder voltar para o skate com as finanças organizadas.

Francisco começou a reduzir as horas de skate e focou-se nos negócios e estudos e os amigos diziam que ele havia desistido do skate porque não conseguia executar manobras.

2007 quando Francisco soube que seria pai começa a organizar um canto para sua família, um espaço para construir a sua casa e por incrível ele reserva a área para a sua futura pista de skate, bem em frente.

Finais de 2007 a Cidade de Maputo recebe a primeira Mini-Rampa e Francisco é contactado pela 9 FM para organizar o evento Tardes Quentes na praia da Mira-Mar com o patrocínio da MCel. Foi um sucesso o evento e parecia que o skate não iria cair mais, pois organizou-se torneio de skate, patins e bmx. Ao contrário trouxe divisão entre os praticantes surgindo marcas que só queriam se aproveitar da modalidade para fins pessoais. Hoje em dia esta rampa já não existe bem como as respectivas marcas.

2015 já com os negócios firmes inicia com viagens para Africa do Sul onde o skate encontrava-se mais desenvolvido para ganhar a experiência de como as coisas estavam a ser feitas, desde construção de rampas e organização de eventos e implementar no seu país. O Gareth Green da GSK8T foi quem apoio Francisco nesse processo, e foram mais de 10 viagens.

2017 Francisco decide mudar a imagem da marca Maputo Skate, atualiza o logo e associa o conceito Skate e Educação como forma de reduzir o preconceito contra os praticantes do skate. Convida o seu amigo Jaime Sitoe desenhador gráfico e skatista para redesenhar a marca Maputo Skate e o convida para fazer parte.

No mesmo ano 1.06.2017 lançou a primeira pedra para a construção do Luís Vinho Skate Park (Luís Vinho nome em homenagem ao seu falecido pai)em sua própria casa com ajuda do Odicio Macave Eng. Cívil e skatista e grande amigo do seu falecido irmão Elísio Vinho.

2018 cria a sua loja Milofa Skate Shop (Milofa é nome da sua filha e foi escolhido para motivar as raparigas a praticarem o skate pois continuam em número reduzido) para fornecer o mercado nacional produtos de qualidade profissional e iniciam os torneiros de skate organizados pela Maputo Skate.

Inícios de 2018 Francisco hospeda um Holandês em sua casa por 10 dias, o Pim Pompsy que estava a desenvolver um documentário sobre o skateboarding em África e Francisco foi a sua segunda opção de estadia caso as pessoas de contato não pudessem o hospedar, foi o que aconteceu. Moçambique era o 17º país a ser visitado por Pim o 18º foi Africa do Sul já de regresso a Holanda. Salientar que o Pim ficou uns 6 meses fora de casa fazendo o documentário BordersNotBoarders. Pim ficou surpreendido com o Francisco e disse eu viagei por muitos países mas você foi quem mais me impressionou porque estas a procurar com fundos próprios desenvolver o skateboarding e ao mesmo tempo cuidando dos seus 2 filhos. Pim filmou o dia dia do Francisco e fez entrevistas, passados 5 meses o Pim escreveu uma mensagem para Francisco a informar que tem um amigo interessado em fazer um trabalho de final de curso na Dinamarca e queria falar de Skate em África e eu indiquei a você e eles vão ajudar a finalizares a sua pista de skate.

Foi assim que Francisco foi contactado pelo Martin da Skate World Better e iniciaram as conversas até que 18 de Setembro chegaram a Maputo a equipe e voluntários da Wonders Around The World, foram mais de 20 de diferentes países e 30 voluntários: Africa do Sul, Dinamarca, República Checa, França, Estados Unidos, Mexico, Rússia, Estónia.

A pista foi concluida em 22 dias e foi inaugurada no dia 1 de Dezembro de 2019. Salientar que o Luís Vinho Skate Park é a primeira pista de concreto em Moçambique, localizada no Bairro de Khongolote em casa do Francisco.